Nessa época do ano, normalmente agradecemos pelo ano que passou e projetamos nossos desejos e promessas para o novo ano que se inicia. Mas esse ano nada foi normal.

Para ao menos 1.7 milhões de famílias no planeta, 2020 não vai passar. Mesmo aquelas que não perderam algum membro para o vírus, certamente teve sua vida alterada de alguma maneira pelo tal “novo normal”.

Em 2020, tivemos que abrir mão de algo muito caro para a nossa espécie: o toque, o contato físico, o abraço, o calor humano. Entraram no nosso convívio as máscaras, o álcool gel, as marcas pintadas no chão pra indicar uma distância física mínima e necessária entre cada um de nós. Fomos obrigados a nos afastar e nos comunicar à distância – on-line – através das telas de nossos celulares, tablets e computadores.

A humanidade não pode desperdiçar esse sofrimento todo sem tirar alguns aprendizados.

Aprendemos que à distância também se ama. Aprendemos que direitos individuais não se sobrepõem aos direitos da coletividade, e acima de tudo, que não podemos abrir mão da ciência, para sobreviver enquanto espécie. Negá-la não nos une, nos separa.

A pandemia pode ter levado muitos de nós, mas não podemos deixar que ela leve a nossa esperança. Não podemos permitir que a indiferença e o egoísmo de uma minoria prevaleça sobre o espírito humano que trouxe nossa espécie até aqui, ainda que aos trancos e barrancos. Ainda há tempo.

Que 2021 seja o primeiro ano da virada, para cada um de nós.

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